Nuvem e Resiliência
TL;DR
Os padrões que administram a falha parcial — o estado que só existe em sistemas distribuídos, onde o sistema não está no ar nem fora dele, e sim meio no ar. Sexta e última família do galho-pai Padrões de Projeto. O inimigo não é a dependência que cai: é a que fica lenta, porque a lentidão retém seus recursos até você parar também. A lente aqui é o trade-off explícito: todo padrão de resiliência é uma escolha sobre o que sacrificar para não cair inteiro — e sobre quem paga a conta.
Sobre esta família
Catálogo de consulta, com notas autocontidas e Armadilhas pesando no quando não usar.
Esta é a família mais coberta do vault, e escrevê-la foi decisão deliberada — um catálogo de padrões precisa ter uma entrada para “Circuit Breaker”, não um ponteiro. Por isso toda nota abre declarando o recorte: o que ela trata, e para onde ir atrás de escala, afinação ou serviço gerenciado.
| Galho | Pergunta que responde |
|---|---|
| System Design | quanto aguenta? — escala, números, a resposta de entrevista |
| Operação | como tunar e operar? — thresholds, orçamento, mesh, teste |
| Cloud | qual serviço faz isso? — HA, multi-region, DR |
| Arqueologia | como migrar com isso? — Strangler Fig e ACL como método |
| Esta família | o que se sacrifica, e quem paga? |
Iniciado — falhar bem: os fundamentos
- 01 - Panorama da resiliência — falha parcial e cascata; o mapa dos padrões e a soma dos sacrifícios.
- 02 - Timeout — o default infinito é a configuração que derruba sistemas; a versão adulta é o prazo propagado.
- 03 - Retry — o único padrão que piora o incidente quando errado; backoff, jitter e orçamento.
- 04 - Circuit Breaker — parar de bater numa porta que não abre; a aposta e seus dois erros opostos.
- 05 - Bulkhead — o acoplamento não está no código, está no recurso compartilhado.
Adepto — conter e degradar
- 06 - Fallback e degradação graciosa — a pergunta que os outros não respondem, e que é de produto.
- 07 - Rate Limiting e Load Shedding — os dois modos de dizer não: por cota e por pressão.
- 08 - Cache-Aside — cache quente é defesa, cache frio é dívida que vence de uma vez.
- 09 - Health Endpoint Monitoring — liveness × readiness; o erro é semântico, não de código.
- 10 - Leader Election — quando redundância é o problema; lease, split-brain e fencing token.
Magus — topologia, fronteira e migração
- 11 - Ambassador + Sidecar — tirar a resiliência do código; o argumento real é poliglota e legado.
- 12 - Gatekeeper + Valet Key — interpor onde se decide, sair da frente onde se transporta.
- 13 - Anti-Corruption Layer + Strangler Fig — conviver com o legado enquanto ele morre.
- 14 - Escolher o padrão de resiliência (capstone) — fecha a família e o galho-pai: mapa por sintoma, quem paga cada conta, ordem de composição, e a síntese das seis famílias.
Atalho para a hora do incidente
A nota 14 começa com uma tabela sintoma → padrão (“a dependência está lenta”, “uma funcionalidade opcional derrubou uma essencial”, “um job roda N vezes numa frota de N”) e traz a ordem de composição — timeout dentro de retry dentro de breaker dentro de bulkhead — que é o que evita as três somas que causam incidentes.
Todas as notas
TABLE fase, status, updated
FROM "03-Dominios/Engenharia/Design de Software/Padrões de Projeto/Nuvem e Resiliência"
WHERE type = "concept"
SORT file.name ASCVeja também
- Padrões de Projeto — o galho-pai e as seis famílias.
- Resiliência operacional — a mesma matéria pela ótica de quem opera.
- Arquitetura de Eventos — a família anterior.
- Arqueologia e Restauração de Software — o método de migração por trás da nota 13.