Compute I — máquinas virtuais
TL;DR
Galho 5 da trilha Cloud, abertura do Bloco 2 (Os primitivos): a máquina virtual como o primeiro primitivo concreto que se aluga na nuvem. O que é uma instância (hipervisor, control plane vs a instância), como escolher tamanho e perfil (tipos e famílias), como uma instância vazia vira útil (imagens/AMIs, user data, cloud-init), o que sobrevive entre nascer e morrer (ciclo de vida, efêmero vs persistente), como se paga por ela (on-demand/reserved/spot), e por que uma VM única cuidada à mão não é como se opera compute de verdade — a ponte para elasticidade. 6 notas, 3 fases, lente dupla AWS (EC2) ↔ DigitalOcean (Droplet).
Sobre este galho
Os Galhos 1-4 deram modelo mental, mecânica de provedor, bússola arquitetural e o perímetro de identidade. Este galho entrega o primeiro primitivo que você aluga e opera: a máquina virtual. É a base concreta sobre a qual containers, funções serverless e bancos gerenciados acabam rodando — entender a VM é entender o chão de todo o resto.
O fio condutor vai do concreto ao arquitetural: primeiro o que a coisa é (uma fatia de um servidor físico, entregue como recurso alugável), depois como dimensioná-la e provisioná-la (perfil de recurso, imagem, bootstrap no boot), depois o que acontece com ela ao longo do tempo e do dinheiro (ciclo de vida, o que persiste, o que se paga), e por fim por que operá-la à mão não escala — fechando na virada mental que abre o Galho 6 (Compute II): não se cuida de uma instância como bicho de estimação; sobem-se muitas instâncias iguais, descartáveis, atrás de um balanceador que as ajusta sozinho.
Audiência primária: quem já tem a mecânica de conta/geografia (Galho 2) e a lente de segurança/identidade (Galhos 3-4) e agora precisa provisionar e operar compute de fato. Audiência secundária: quem já sobe instâncias no dia a dia mas nunca formalizou a diferença entre stop e terminate, por que a fatura veio maior do que o esperado, ou por que “só reiniciar a instância” não é como arquiteturas sérias se recuperam de falha.
Fronteiras
A disciplina de operar compute em produção (deploy, SRE, incident response) vive em Operação. Os conceitos abstratos de balanceamento, escala e estado externalizado vivem em System Design. Este galho mostra a encarnação gerenciada desses conceitos na nuvem e linka de volta — não os reensina.
Iniciado
- 01 — Anatomia de uma máquina virtual na nuvem — hipervisor, instância como recurso alugável, EC2 ↔ Droplet, por que a VM continua sendo o primitivo base.
- 02 — Tipos e famílias de instância — vCPU/RAM/rede, famílias (general/compute/memory/storage/GPU), a nomenclatura EC2 decodificada, right-sizing.
Adepto
- 03 — Imagens, AMIs e provisionamento no boot — AMI/Snapshot, user data e cloud-init, golden image vs bootstrap no boot.
- 04 — Ciclo de vida de uma instância — estados, stop vs hibernate vs terminate, armazenamento efêmero vs persistente, o que se paga em cada estado.
- 05 — Modelos de preço: on-demand, reserved e spot — o eixo do compromisso, RI vs Savings Plan, spot e a interrupção de 2 min, a ponte FinOps.
Magus
- 06 — Padrões de uso e o caminho para a elasticidade — cattle vs pets, infraestrutura imutável, estado externalizado, design tolerante a spot, o teto da escala vertical. Capstone do galho e ponte para o Compute II.
Rotas alternativas
Completa
01 → 02 → 03 → 04 → 05 → 06. Percurso linear recomendado — cada nota resolve o problema que a anterior deixou em aberto (a instância vazia → como provisioná-la → o que sobrevive → o que custa → por que operá-la à mão não escala).
Já subo instâncias, quero fechar as lacunas de fato
04 (a diferença entre stop/hibernate/terminate e o que persiste é a raiz de quase toda perda de dado e susto de fatura) → 05 (por que a mesma instância custa 3x mais ou menos) → 06 (por que “só reiniciar a instância” não é como se recupera de falha de verdade).
Todas as notas
TABLE fase, status FROM "03-Dominios/Tecnologia/Cloud/05 - Compute I — máquinas virtuais" WHERE type = "concept" SORT file.name ASCVeja também
- Cloud (MOC do domínio)
- Identidade e acesso (IAM) — Galho 4, o perímetro que protege este compute
- System Design — os conceitos abstratos de escala e balanceamento que o Compute II encarna
- SRE) — a disciplina de operar em produção o que este galho provisiona