Compute II — elasticidade e balanceamento
TL;DR
Galho 6 da trilha Cloud, Bloco 2 (Os primitivos): de uma instância única para uma frota que se auto-cura e se auto-ajusta ao tráfego. Por que uma instância não basta (escala horizontal vs vertical), o balanceador de carga como porta de entrada (ALB L7 vs NLB L4, DO LB), health checks que tiram a instância doente do rodízio, Auto Scaling Groups que substituem e multiplicam instâncias sozinhos, as políticas que decidem quando escalar, e a arquitetura elástica de ponta a ponta multi-AZ que costura tudo. 6 notas, 3 fases, lente dupla AWS ↔ DigitalOcean.
Sobre este galho
O Galho 5 entregou a máquina virtual como primitivo e terminou num impasse: uma instância única, por maior que seja, tem teto e é ponto único de falha. Este galho resolve esse impasse com a virada central da computação em nuvem — não se cuida de uma instância como bicho de estimação; sobem-se muitas instâncias iguais e descartáveis atrás de um balanceador, e deixa-se a plataforma ajustar o número sozinha conforme o tráfego.
O fio condutor monta a arquitetura peça por peça: primeiro por que precisamos de mais de uma (o teto da escala vertical), depois a porta de entrada que distribui tráfego (o load balancer), depois como o sistema sabe que uma instância morreu (health checks), depois o componente que multiplica e cura a frota (Auto Scaling Group), depois como ele decide quando mudar o número (políticas de escala), e por fim a arquitetura de referência completa — DNS → LB multi-AZ → ASG multi-AZ → instâncias stateless → estado externalizado — que aguenta um pico de Black Friday sem intervenção humana e sobrevive à queda de uma zona inteira.
Audiência primária: quem já sabe provisionar uma VM (Galho 5) e agora precisa fazê-la escalar e resistir a falha. Audiência secundária: quem já usa auto scaling mas nunca formalizou por que o serviço escala tarde demais, por que fica oscilando (flapping), ou por que uma instância travada continua recebendo tráfego.
Fronteira
O conceito abstrato de balanceamento de carga (o que é, algoritmos, camada 4 vs camada 7 como teoria) vive em System Design e Comunicação entre Sistemas. Este galho mostra a encarnação gerenciada desses conceitos na nuvem (ELB da AWS, DO Load Balancer) e linka de volta — não os reensina. A disciplina de operar essa frota em produção (deploy, SLO, incident response) vive em Operação.
Iniciado
- 01 — Por que uma instância não basta — escala horizontal vs vertical, o teto e o ponto único de falha, o balanceador como porta de entrada, o pré-requisito de statelessness.
Adepto
- 02 — Balanceamento de carga na nuvem — ALB (L7) vs NLB (L4), DO Load Balancer, target groups, listeners, algoritmos, sticky sessions, terminação TLS.
- 03 — Health checks — interval/timeout/thresholds, health check do LB vs do ASG, connection draining, liveness vs readiness.
- 04 — Auto Scaling Groups — desired/min/max, self-healing, launch template, distribuição multi-AZ, instance refresh.
- 05 — Políticas de escala — target tracking, step, scheduled, escolha de métrica, cooldown/warmup e flapping.
Magus
- 06 — Arquitetura elástica de ponta a ponta — DNS → LB → ASG → instâncias stateless → estado externalizado, alta disponibilidade multi-AZ, custo vs resiliência. Capstone do galho e ponte para a rede (VPC).
Rotas alternativas
Completa
01 → 02 → 03 → 04 → 05 → 06. Percurso linear — cada nota adiciona uma peça da arquitetura elástica, e a nota 06 monta o todo.
Já uso auto scaling, quero fechar as lacunas de fato
03 (por que uma instância travada ainda recebe tráfego, e como os thresholds decidem quando ela sai) → 05 (por que o serviço escala tarde ou fica em flapping) → 06 (por que uma frota num datacenter só não é alta disponibilidade de verdade).
Todas as notas
TABLE fase, status FROM "03-Dominios/Tecnologia/Cloud/06 - Compute II — elasticidade e balanceamento" WHERE type = "concept" SORT file.name ASCVeja também
- Cloud (MOC do domínio)
- Compute I — máquinas virtuais — Galho 5, a instância única que este galho aprende a multiplicar
- Anatomia de um provedor — Galho 2, de onde vêm as regions e availability zones que a alta disponibilidade deste galho usa
- System Design — os conceitos abstratos de balanceamento, escala e alta disponibilidade que este galho encarna
- SRE) — a disciplina de operar em produção a frota elástica que este galho monta