Estratégias estruturais de contexto

TL;DR

Sub-galho do galho Workflows. Quatro abordagens estruturais (não-táticas) para reduzir consumo de tokens em sessões do Claude Code: lazy-load de .claude/, sandboxing de tool output, indexação semântica externa e knowledge graph local com AST. As táticas em 07 - Tokens e custo (leituras cirúrgicas, /compact, filtros de output) cobrem o uso do dia-a-dia; este sub-galho cobre decisões arquiteturais que mudam como o codebase é apresentado ao agente.

Por que um sub-galho separado

Existe uma diferença qualitativa entre gestão tática de contexto (que você aplica em toda sessão) e arquitetura de contexto (que você decide uma vez e vive com a consequência por meses).

  • TáticoRead com offset e limit, Bash com | tail, [[Dicionário de IA#context-compaction|/compact]] no momento certo, CLAUDE.md enxuto. Cobertura: 07 - Tokens e custo e 10 - Gestão de contexto.
  • Estrutural — decisões sobre como o projeto se apresenta ao agente: o que carrega por default, o que vira tool externa, o que mora em índice vetorial, o que é mediado por grafo. Cobertura: este sub-galho.

A diferença importa porque os ganhos compõem: bom layout estrutural reduz a base sobre a qual as táticas operam.

Sobre a relação com proxies (RTK)

Proxies como RTK (Rust Token Killer, configurado no global CLAUDE.md do autor) atuam na fronteira shell — reescrevem comandos para uma versão token-eficiente antes da execução. É uma quinta abordagem, ortogonal às quatro deste galho:

  • RTK age no input do tool (reescreve o comando).
  • Sandboxing age no output do tool (intercepta o resultado).
  • Lazy-load age no boot da sessão (o que carrega por default).
  • Indexação semântica/knowledge graph agem no shape do codebase (como ele é consultado).

As quatro abordagens deste galho podem coexistir com RTK e entre si.

Conteúdo

Iniciado

Adepto

  • 02 - Sandboxing de tool output — interceptar output verboso de tools (Bash, MCP, Read) antes que polua o contexto. Persistir em SQLite local, retornar resumo + handle de busca.

Magus

Quando usar o quê

Sinal no projetoAbordagem indicada
.claude/ e docs antigas inflam o startup01
Sessões dominadas por output verboso (Playwright, logs, listas de issues)02
Monorepo >100k LOC; agente sempre “lendo o repo inteiro”03
Refactoring/review onde “o que isso impacta?” é a pergunta recorrente04

Não são mutuamente exclusivas — mas comece pelo Iniciado. Indexação e knowledge graph têm custo de infra (API keys, vector DB, manutenção do grafo) que só compensa quando o problema é estrutural.

Sobre a confiabilidade das fontes

Várias das ferramentas referenciadas neste galho são repositórios jovens com crescimento de stars/forks anormalmente acelerado e claims de adoção corporativa sem prova. As técnicas descritas aqui são legítimas e bem fundamentadas; as implementações específicas referenciadas exigem due diligence antes de adoção em projeto profissional. Cada nota separa claramente o que é técnica (apropriável) do que é ferramenta (avaliável caso a caso).

Veja também