Currículo
TL;DR
O currículo é a saída de um sistema de evidência, não um documento. Quem escreve currículo nota a nota, sob pressão de prazo, produz um artefato genérico porque parte do zero toda vez; quem mantém um sistema — âncora, brag document, pipeline de variantes — produz um currículo em minutos porque o trabalho pesado já foi feito antes de a vaga existir. O galho ensina as duas lentes ao mesmo tempo: a peça do documento (cabeçalho, sumário, experiência, habilidades — o eixo principal, com a variação por nível dentro de cada nota) cruzada com o caminho de entrada no mercado (dez portas, de estágio a open source, cada uma produzindo um inventário de evidência diferente).
Sobre este galho
Currículo de profissional de TI, do estagiário ao staff — seis níveis (estagiário · trainee · júnior · pleno · sênior · staff), cada nota mostrando a variação entre eles lado a lado em vez de segregar o conteúdo avançado numa trilha à parte. Dez portas de entrada no mercado — ensino superior + estágio, trainee, iniciação científica, curso técnico, bootcamp, autodidata puro, transição de carreira, virada interna, projeto próprio e comunidade/open source — porque duas pessoas no mesmo nível chegaram lá por caminhos que produzem evidência diferente, e o currículo de cada uma precisa admitir isso.
Todo dado de exemplo carrega etiqueta explícita — [!example] Caso real (com link verificável) ou [!example] Caso fictício (persona declarada) — porque o galho ensina, nas notas de números, que a procedência do dado é parte do dado, e um galho que etiqueta a própria evidência demonstra a tese em vez de só afirmá-la.
| Você quer | Vá para |
|---|---|
| o que a etapa de entrevista está avaliando | Entrevistas |
| inglês para contexto internacional | Inglês |
| posicionamento como negócio próprio, precificação, prospecção | Fractional Engineer Brasil |
| o conteúdo técnico que a vaga cobra | as notas “X em entrevista” de cada galho técnico |
Sobreposição com Entrevistas é esperada e não deve ser policiada — a fronteira é de lente, não de assunto. Entrevistas pergunta o que esta etapa avalia; Currículo pergunta o que este documento precisa provar.
Iniciado — o terreno, os níveis e as portas
- 01 - Para que serve um currículo — um objetivo único: gerar uma conversa; os três filtros em sequência e o erro de enquadramento.
- 02 - As portas de entrada no mercado — as dez portas, o requisito formal de cada uma, e por que estágio e trainee são portas, não níveis.
- 03 - Os seis níveis e o que muda entre eles — nota-mapa: o vocabulário de nível usado no galho inteiro e a regra de páginas por nível.
- 04 - Quem lê o seu currículo — e o que a evidência diz — crítica de fonte: o que tem evidência sólida, o que é plausível mas não medido, o que é caixa-preta.
- 05 - Formato e legibilidade de máquina — coluna única, texto selecionável, o teste de copiar e colar; por que “não use Canva” está certo pelo motivo errado.
- 06 - Cabeçalho e identidade — contato, links, localização e fuso, e o que nunca entra.
- 07 - O sumário profissional — o trailer do documento; BLUF e a variação nos seis níveis.
- 08 - Formação, cursos e certificações — curadoria, posição no documento por nível, e onde o caminho de entrada pesa mais.
- 09 - Habilidades técnicas — a “Lista de Ingredientes” e a “Alphabet Soup”, e a regra de lastro: não liste o que você não sustenta numa pergunta.
Adepto — a matéria-prima
- 10 - Inventário de evidência — a ponte entre as duas lentes: converte cada porta de entrada em material aproveitável.
- 11 - A linha de bullet — verbo de ação + o que foi feito + resultado; “responsável por” como a construção mais fraca do gênero.
- 12 - XYZ, CAR e PAR — e as críticas — origem da fórmula XYZ em Laszlo Bock, e quando ela engessa em vez de ajudar.
- 13 - Responsabilidade, realização e alavancagem — a escada onde a senioridade fica mais nítida: task-taker, owner, force multiplier.
- 14 - Números que você pode defender — os três níveis de confiança (medido, contado, lembrado) e a falsa precisão do percentual derivado.
- 15 - Quando não há número — proxies de segunda ordem, consequência, escopo, frequência; honestidade como estratégia.
- 16 - A seção de experiência profissional — ordem, densidade decrescente com a idade da experiência, lacunas, passagens curtas, PJ e freelance.
- 16a - Lacuna longa e reentrada (broto) — quando o vão é de anos e não de meses: a duração já cobrou o que tinha para cobrar, e o documento passa a disputar outra pergunta — você ainda opera?
- 17 - Projetos, portfólio e GitHub depois da IA — o que conta, a regra do README, e a desvalorização do projeto genérico como sinal.
- 18 - Adaptar por vaga sem reescrever — a adaptação cirúrgica: sumário, ordem e ênfase dos bullets, os termos da descrição.
- 18a - A carta de apresentação (broto) — a evidência sobre ela é contraditória, e a nota diz isso com as fontes na mão em vez de escolher um lado.
- 19 - Declarar lacuna — como e onde declarar lacuna — na conversa, não no documento.
Magus — o sistema por trás do documento
- 20 - A âncora — o drill-down de quatro camadas; currículo como uma das quatro saídas da mesma âncora.
- 21 - O brag document — Cheguei / Construí / Resultado; a métrica derivada, não autorada; o hábito que quem está começando deveria adotar hoje.
- 22 - O currículo como pipeline — fonte única, base e variante, imutabilidade do que foi enviado, guardas automatizadas.
- 23 - LinkedIn — o par que responde a busca — e o que nele é caixa-preta declarada.
- 24 - Mercados, e o Brazilian Cultural Bug — Brasil × EUA × Europa; alto contexto vs. BLUF, vender esforço vs. vender alavancagem.
- 25 - IA nos dois lados — LLM triando, candidato gerando, e o dado real de prompt injection contra o autorrelato.
- 26 - Seis currículos, uma carreira — capstone: seis currículos ancorados em carreiras reais, um por nível.
Veja também
- Entrevistas — o galho parceiro: o que cada etapa do funil avalia.
- Inglês — articulação no idioma da entrevista e do próprio currículo.
- Fractional Engineer Brasil — posicionamento como negócio próprio.
- Domínios — índice das estantes.