Rede na nuvem (VPC)

TL;DR

Galho 7 da trilha Cloud, Bloco 2 (Os primitivos) — “o mais importante e mais temido”. A rede virtual privada onde todo o compute dos galhos 5-6 realmente vive, aberta camada por camada: a VPC e o endereçamento (CIDR, RFC 1918), subnets pública vs privada e roteamento, os gateways que deixam o tráfego entrar (IGW) e sair sem exposição (NAT), as duas camadas de firewall (security groups stateful vs NACLs stateless), a conectividade privada entre VPCs e serviços (peering, endpoints, transit gateway), e o desenho de uma rede three-tier segura de ponta a ponta. 6 notas, 3 fases, lente dupla AWS ↔ DigitalOcean.

Sobre este galho

Os galhos 5 e 6 subiram instâncias e uma frota elástica atrás de um balanceador — mas trataram a rede em que tudo isso vive como mágica: as instâncias simplesmente se enxergavam, o LB simplesmente as alcançava. Este galho abre essa caixa-preta, e não por acaso é o mais temido da trilha: a maioria dos incidentes de “não conecta” e boa parte das brechas de segurança nascem de uma rede mal desenhada, não de um bug de aplicação.

O fio condutor constrói a rede de dentro para fora: primeiro o espaço de endereços (a VPC e seu CIDR), depois como subdividi-lo e rotear (subnets e route tables — onde mora a distinção pública/privada que quase todo mundo entende errado), depois como o tráfego entra e sai (internet gateway e NAT gateway, com a armadilha de custo do NAT), depois como filtrar quem fala com quem (security groups e NACLs, as duas camadas de firewall), depois como conectar de forma privada VPCs e serviços sem passar pela internet (peering, endpoints, transit gateway), e por fim o desenho completo de uma rede three-tier segura por design — que é onde a frota elástica do galho 6 de fato passa a morar.

Audiência primária: quem já sobe instâncias (galhos 5-6) mas trata a VPC como configuração que “só funciona” e precisa desenhá-la com intenção. Audiência secundária: quem já opera VPCs mas nunca formalizou por que uma subnet é “pública”, por que o NAT gateway aparece tão caro na fatura, ou a diferença exata entre security group e NACL que toda entrevista cobra.

Fronteira

Os conceitos abstratos de arquitetura segura e defesa em profundidade vivem em System Design; a disciplina de operar a rede em produção vive em Operação. Este galho mostra a encarnação concreta na nuvem (VPC da AWS, VPC da DigitalOcean) e linka de volta — não reensina teoria de redes.

Iniciado

  1. 01 — A VPC e o endereçamento — rede virtual isolada, CIDR e RFC 1918, VPC default vs custom, escopo regional, DO VPC.

Adepto

  1. 02 — Subnets e roteamento — subnet presa a uma AZ, pública vs privada (é rota, não flag), route tables, local route, o desenho de camadas.
  2. 03 — Gateways: internet e NAT — internet gateway, NAT gateway (saída sem entrada), a armadilha de custo do NAT, VPC endpoints como alternativa, NAT instance.
  3. 04 — Security groups e NACLs — firewall stateful (SG) vs stateless (NACL), ephemeral ports, referência SG→SG, ordem de avaliação, DO Cloud Firewalls.
  4. 05 — Conectividade privada — VPC peering (não-transitivo), gateway vs interface endpoints (PrivateLink), transit gateway, DO peering.

Magus

  1. 06 — Desenhando uma rede segura de ponta a ponta — arquitetura three-tier em VPC multi-AZ, cadeia de security groups, defesa em profundidade, o caminho do atacante barrado camada a camada. Capstone do galho e ponte para o armazenamento.

Rotas alternativas

Completa

01 → 02 → 03 → 04 → 05 → 06. Percurso linear — cada nota adiciona uma camada da rede, e a nota 06 monta a VPC segura completa.

Já uso VPC, quero fechar as lacunas de fato

02 (por que “pública” é uma rota, não uma flag) → 03 (por que o NAT gateway custa o que custa, e como evitá-lo com endpoints) → 04 (a diferença exata SG vs NACL e a pegadinha das ephemeral ports).

Todas as notas

TABLE fase, status FROM "03-Dominios/Tecnologia/Cloud/07 - Rede na nuvem (VPC)" WHERE type = "concept" SORT file.name ASC

Veja também