Prompt Engineering
Em 2025, Karpathy declarou que “prompt engineering morreu”. A frase pegou — e foi mal lida. O que morreu foi o prompt como bala de prata: a ideia de que a frase mágica, isolada, resolve qualquer tarefa. O ofício do prompt segue muito vivo — agora como uma camada bem-definida dentro de um sistema maior. Esta trilha trata Prompt Engineering como a camada dentro do Prompt Layer do AI Engineering Stack. Context Engineering é o superset que cuida do ambiente informacional inteiro; não substitui o ofício do prompt, contém-no. Aqui você aprende as primitivas: especificidade, roles, few-shot, constraints, iteração disciplinada, prompts para reasoning models, e o catálogo de anti-patterns que denunciam IA.
Pré-requisitos
01 - O que é um LLM, 02 - Tokens e tokenização e 03 - A janela de contexto são suficientes. Familiaridade com Context Engineering ajuda a ver onde esta trilha se encaixa, mas não é obrigatória.
Não é "prompt vs context"
Esta trilha não compete com Context Engineering. Prompt Engineering é uma camada dentro do Prompt Layer; Context Engineering é a disciplina mais larga que orquestra prompt + retrieval + memória + tools. Quem só faz prompt sem pensar em context produz demos; quem só pensa em context sem afiar o prompt entrega sistemas vagos. As duas trilhas se complementam.
Comece por aqui
Trilha sequencial recomendada — fundamentos → técnicas centrais → controle fino → cultura.
Bloco 1 — Fundamentos (2 notas)
Por que o ofício importa e qual a primeira disciplina a internalizar.
- 01 - Por que prompt engineering ainda importa — a tese “prompt engineering morreu”, o que de fato morreu, o que segue vivo, onde mora no stack
- 02 - Especificidade — a primeira disciplina — o salto de qualidade vem antes de qualquer técnica avançada
Bloco 2 — Técnicas Centrais (3 notas)
As alavancas que entregam ROI maior por linha de prompt.
- 03 - Roles e personas — escolhendo o juízo do modelo — steering via prior de treino, template completo de role
- 04 - O mega-prompt do Karpathy — anatomia da anti-sycophancy — artefato canônico, cláusula por cláusula
- 05 - Few-shot examples — exemplos como contrato — por que exemplos batem instruções abstratas, princípios anti-poison
Bloco 3 — Controle Fino (3 notas)
Da expressão de comportamento ao controle disciplinado de output e iteração.
- 06 - Constraints declarativas — boundaries como engenharia — 8 dimensões, template, diferença vs guardrails de sistema
- 07 - Iteration patterns — keep, change, do-not — anti-pattern “try again, make it better”
- 08 - Reasoning models — audit trail, não chain-of-thought — o que mudou em o3/R1/Gemini Thinking
Bloco 4 — Cultura (1 nota)
A higiene que separa output de IA de output assinável.
- 09 - Anti-patterns e tells de IA — o que evitar — catálogo de frases bandeira-vermelha, como bloquear via constraints
Rotas alternativas
Rota mínima (preciso melhorar prompts hoje)
“Não quero trilha inteira — me dê o essencial pra subir qualidade amanhã”
02 - Especificidade — a primeira disciplina → 03 - Roles e personas — escolhendo o juízo do modelo → 06 - Constraints declarativas — boundaries como engenharia → 09 - Anti-patterns e tells de IA — o que evitar
Rota Karpathy (vim pelo mega-prompt)
“Quero entender o prompt do Karpathy e onde ele se encaixa”
01 - Por que prompt engineering ainda importa → 03 - Roles e personas — escolhendo o juízo do modelo → 04 - O mega-prompt do Karpathy — anatomia da anti-sycophancy → 06 - Constraints declarativas — boundaries como engenharia
Rota reasoning (uso o3 / R1 / Gemini Thinking)
“Modelos com pensamento mudaram meu workflow — como ajustar?”
08 - Reasoning models — audit trail, não chain-of-thought → 02 - Especificidade — a primeira disciplina → 06 - Constraints declarativas — boundaries como engenharia → 07 - Iteration patterns — keep, change, do-not
Rota cultural (quero output que não pareça IA)
“Meus textos saem com cara de ChatGPT — quero higiene”
09 - Anti-patterns e tells de IA — o que evitar → 06 - Constraints declarativas — boundaries como engenharia → 05 - Few-shot examples — exemplos como contrato → 03 - Roles e personas — escolhendo o juízo do modelo
Leituras recomendadas
| Fonte | Tipo | Cobertura |
|---|---|---|
| @hooeem — Become an AI Engineer, caps 2-8 | Thread / artigo | Trilha inteira (espinha dorsal) |
| Schulhoff et al. — The Prompt Report (arxiv:2406.06608, 2024) | Survey acadêmico | Notas 02, 03, 05, 08 |
| OpenAI — Prompt Engineering Guide | Doc oficial | Notas 02, 05, 06 |
| Anthropic — Prompt Engineering docs | Doc oficial | Notas 02, 03, 06 |
| Karpathy — System prompt circulado em 2025 | Artefato | Nota 04 |
Veja também
- AI Engineering Stack — Prompt Layer — onde esta trilha se encaixa na arquitetura
- Context Engineering — o superset; prompt é uma das fontes de contexto
- Context Engineering — Técnicas de prompting — taxonomia adjacente
- Anatomia dos LLMs — pré-requisito conceitual
- Reasoning models e chain-of-thought — o “porquê” da nota 08
- Segurança e Guardrails — onde constraints declarativas terminam e guardrails de sistema começam
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