Controle de Versão

TL;DR

Um caminho de 7 níveis que começa onde você está — precisando parar de salvar tcc-final-v3-AGORA-VAI.docx — e termina lendo um repositório alheio como quem lê um raio-X. Os primeiros níveis são tutorial honesto: instalar, commitar, ramificar, colaborar. Do nível 3 em diante, o mesmo material é reexplicado por baixo — e aí reset --hard deixa de ser reza e vira ponteiro se movendo num grafo.

Este domínio existe porque Git não é infraestrutura. Infraestrutura é o que sustenta a aplicação depois que ela sai da máquina do dev; Git é sobre o histórico do código, antes de rodar. E é, na prática, a ferramenta primária do ofício de consultor de legado — log, blame, pickaxe, bisect são o instrumento com que se lê um sistema que ninguém mais entende.

A lente que atravessa tudo: o repositório como fonte de verdade (o contrato de trabalho do time) e como testemunha (quem mudou o quê, por quê, e quando quebrou).

Este material é feito pra ser compartilhado

Cada nível é publicável e útil sozinho — dá pra mandar só o N0 pra quem está começando, sem que falte contexto. A ordem é do operacional pro conceitual, de propósito: quem começa por blob/tree/DAG desiste no primeiro parágrafo. O antídoto contra “ser mais um tutorial de Git” não é começar difícil — é subir.


Os 7 níveis

NívelSub-galhoO quêFaseNotas
N0Sobrevivênciao problema que o Git resolve · instalar e configurar · primeiro repositório · desfazer sem susto · GitHub e o repo na nuvemIniciado5
N1O fluxo diário.gitignore · ler o histórico · branches na prática · conflitos sem pânico · stash e worktrees · sincronizar com o timeIniciado/Adepto6
N2Colaborarpull requests e code review · estratégias de branching · bom commit, tags e semver · GitHub como plataforma · gh CLIAdepto5
N3O modelo por baixotudo tem hash · commit é snapshot e o DAG · refs/HEAD/branch como ponteiro · o index por dentro · merge e rebase por dentroAdepto/Magus5
N4Quando dá erradoa árvore de decisão do desfazer · reflog · reescrever história com segurança · segredos vazados · configurar o Git a seu favorMagus5
N5Repositórios reaismonorepo e clones parciais · submódulos e subtrees · cirurgia de repositório · Git no CI/CD e GitOpsMagus4
N6O repositório como testemunhaler história (blame, pickaxe) · bisect · forense de repositórioMagus3
Capstoneassumir um repositório desconhecido — as primeiras 4 horas num repo alheioMagus1

O N3 é o ponto de virada: ele não ensina comando novo, reexplica os anteriores como mecanismo. Do N4 em diante, o domínio é sobre o que tutorial não cobre — recuperação, reescrita segura, vazamento de segredo, cirurgia e forense.


Artefatos do domínio

  • GitHub CLIreferência de consulta do gh (2006 linhas, por área), migrada de Infraestrutura/ em 2026-07-31. O capítulo que ensina o fluxo é a nota 16.
  • Biblioteca de Controle de Versão — recursos externos curados, com peso em simuladores interativos (Learn Git Branching, Visualizing Git, Oh My Git!, Git Exercises, git-katas) e bloco PT-BR herdado do repositório aprendendo-git-e-github do autor. É a peça que permite às notas explicarem o modelo e delegarem a repetição.

Estado (2026-07-31): ESCRITA COMPLETA — 34/34 notas, 7 níveis + capstone. Roster, lente e progressão por níveis fechados no design — que inclui a análise dos 4 repositórios de workshop do autor e o mapa de aproveitamento item a item. Construção sequencial N0 → N6 → capstone, com validação a cada nível. N0 escrito para público geral — estudante/acadêmico que precisa parar de perder arquivos, sem pressupor programação; do N1 em diante o público estreita gradualmente pro perfil dev.


Fronteiras — versionamento que já mora em outras trilhas

Este domínio linka as notas abaixo como reforço, nunca as reescreve.

  • Arqueologia e Restauração de Software — o método de ler um sistema legado. O N6 daqui é o instrumento.
  • Operação — CI/CD, deploy e GitOps como disciplina de entrega. Aqui só o contrato repo↔pipeline (nota 30).
  • Terminal — Lazygit (TUIs 01-06), delta (CLI Utils 10) e bare repo pra dotfiles seguem morando lá.
  • Tooling e Build — husky/lint-staged (nota 16) e supply chain de dependências (nota 24).
  • Infraestrutura — de onde o GitHub CLI saiu em 2026-07-31; a estante lá é sobre o que roda depois que o código sai da máquina do dev.

Veja também

  • Roadmap de Trilhas — Controle de Versão entra como Tier 0.
  • Design do domínio — roster completo, análise do material próprio e justificativa das fronteiras.
  • Entrevistas — fluxo de trabalho com Git é pergunta recorrente de entrevista sênior.